Transsexualidade: the do’s and don’ts

Transsexualidade: the do’s and don’ts


Com certeza já ouviram falar da sigla LGBTQ+. Bem, é assim, acho melhor esclarecermos algumas coisas sobre a tão polémica letra T desta sigla. T em LGBTQ+ representa a comunidade trans, uma comunidade que sempre existiu, mas que nos dias que correm parece estar em expansão. Ao contrário do que muitos pensam, isto não se trata de uma maior aderência a um movimento, é apenas uma consequência de uma sociedade mais tolerante. Infelizmente, a existência desta comunidade tende, por vezes, a gerar alguma confusão (imaginem só a mera existência de alguém vos incomodar!!!). Bom, essa confusão acaba hoje.

Vou tentar ser o mais minimalista possível: quando nascemos, o médico confirma aos nossos pais se somos um menino ou uma menina, com base no que está no meio das nossas perninhas rechonchudas e adoráveis. Porém, existem pessoas que não se identificam, nem nunca se identificarão, com o que lhes foi atribuído à nascença. Tomam, então, a coragem de tornar físico aquilo que sempre sentiram psicologicamente. A transsexualidade é esse passo dado no sentido de trazer conforto no próprio corpo. É a oportunidade de nos vermos ao espelho com satisfação, porque finalmente nos identificamos com o que vemos e somos aceites dessa forma pela sociedade.

Nascer aprisionado no corpo errado já é um processo díficil por inúmeros motivos. A transfobia não precisa de ser um deles.

O que custa deixar os outros serem felizes e confortáveis na sua pele? No final de contas, o que importa é o que está no coração e não o que está no meio das pernas. 

Agora que já esclarecemos o que é a transsexualidade, podemos passar à forma como podes apoiar esta comunidade, uma espécie de guia de “do’s and dont’s”, já que a desinformação representa um dos principais problemas quanto a este tópico.

DO:

• Respeita o facto de toda a gente ter o direito de escolher a maneira como se identifica;

• Pergunta de forma educada quais são os pronomes (ele/dele ou ela/dela) que a pessoa prefere ser referido;

• Aprende sobre problemas que estejam a causar impacto na comunidade trans e partilha-os com os teus amigos e família;

• Faz perguntas com cuidado e respeito. Por vezes, é preciso coragem para responder a certas questões, porque podem ser desconfortáveis;

• Vê a transsexualidade como algo positivo e corajoso, não como algo confuso e preocupante;

• Acima de tudo, espalhem sempre amor <3 e nunca o ódio </3

DON’T:

• Não assumas o sexo da pessoa baseando-te na sua aparência, ouve primeiro;

• Não faças perguntas descabidas como “Qual era o teu nome antes?” ou “Posso ver uma foto de como eras antes?” a pessoas com as quais não tens intimidade.

• Não faças perguntas sobre o órgão sexual e vida sexual da pessoa de forma descontextualizada (não farias isso a uma pessoa cisgénero1, certo?);

• Não faças pseudo-elogios como “És tão bonito/a, nunca adivinharia que és transgénero” ou “Pareces mesmo uma mulher verdadeira”;

• Evita designações como “homem/mulher verdadeiro/a” para te referires a pessoas cisgénero. Uma mulher transgénero, por exemplo, é tão mulher como uma mulher cisgénero!

• Não ponhas rótulos;

• Não forces ninguém a se assumir perante quem quer que seja. A pessoa tem direito à sua privacidade, até porque, por vezes, trata-se mesmo de uma questão de segurança.

Para entenderes ainda melhor esta questão, aqui está o QR code que te leva a um post excelente e de muito fácil compreensão: 

1Cisgénero – alguém que se identifica com o género atribuído à nascença.


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