Um ano nos EUA: Living abroad

Um ano nos EUA: Living abroad


Em dezembro de 2019 embarquei numa experiência que nunca antes tinha pensado que poderia vir a viver: completar o secundário nos Estados Unidos da América. Venho contar-vos tudo sobre esta nova etapa da minha vida.

Comecei a seguir uma rapariga nas redes sociais que fez um ano letivo fora de Portugal, nos Estados Unidos, mais especificamente. Todos os dias via fotos e vídeos da escola e da cidade onde ela estava e comecei a ficar interessada. Mandei-lhe mensagem, perguntei a empresa com que ela trabalhou e outras dúvidas, mas ficou por aí.

Passado uns meses, submeti a minha inscrição para ir fazer o meu último ano do “High School” nos Estados Unidos, que consiste num total de dez meses fora de Portugal, num país do outro lado do oceano, sem a minha família ou amigos. O processo foi longo e stressante. Não vou mentir, nunca pensei que entrar num país novo fosse tão complicado, mas, pelo que veem, já devem saber como os Estados Unidos funcionam…

Depois de me inscrever, tratar dos papéis e questões de saúde, a única coisa que precisava era saber que família me iria escolher. Na empresa em que estou, o processo para sermos escolhidos consiste em candidatarmo-nos, escrever uma carta para a “host family”, pagar e só depois esperar para ver que família nos escolhe. No princípio de junho recebi um e-mail a dizer que tinha sido colocada em Maryland com uma família com quatro irmãos e os pais, mas por causa da pandemia, a escola não abriu e tive que ser colocada outra vez. Comecei a ficar nervosa, com medo de não ser acolhido para nenhuma família, mas, tudo correu bem e, no final de julho, a minha host family escolheu-me! Agora moro em Fort Dodge, em Iowa com a minha host mom e a minha host sister.

Cheguei cá, sem nunca antes ter estado mais de duas semanas longe da minha família e amigos, com o inglês não muito fluente, já com saudades e medo de não gostar, mas a verdade é que novas experiências são sempre assustadoras e estar longe dos meus amigos e família é complicado, mas eu tive que vir com a mentalidade de que vinha, mais tarde acabava por voltar e depois tinha todo o tempo do mundo para estar com eles outra vez.

A experiência tem sido, sem dúvida alguma, uma experiência única e foi das melhores decisões que alguma vez tomei. A escola é espetacular, todos os dias conheço pessoas novas, todos acham que somos brutais só por sermos de um país diferentes, a comida é fantástica (mas sem dúvida alguma que corrobora o facto de a América ser um dos países com mais obesidade) e a cidade é tal e qual como nos filmes. O desporto e o espírito académico são muito fortes e sim, existem mesmo cheerleaders, a minha host sister é uma delas! Eu fiquei-me pelo vôlei e o basquetebol mas adorei.

Ah, os autocarros amarelos? Sim, eles existem e eu sou sortuda o suficiente para dizer que andei neles.

Os dez meses pareciam tanto quando cheguei cá e só queria ir para casa. Agora? Agora não quero voltar, faltam-me dois meses desta experiência e não estou nem quero estar pronta para voltar para Portugal. Cresci muito, conheci pessoas completamente diferentes de mim e, sinceramente, a minha média subiu bastante, por isso não posso apontar mesmo nada negativo de a esta experiência.

Há bastantes coisas que gostaria de dizer, mas não há linhas para vos explicar tudo. Há coisas que têm que ser vividas, mas a única coisa que ainda posso acrescentar é que é, sem dúvida, o sonho americano é real! Se tiverem a possibilidade e o interesse, não se deixem prender pelo medo, não se vão arrepender.

2 comentários sobre “Um ano nos EUA: Living abroad

  1. Sempre gostei deste tipo de experiências mas o receio sempre foi maior que a vontade! No entanto, este artigo descreveu tudo da melhor maneira

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